sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estudo sobre as águas do rio Anhanduí é apresentado em Campo Grande



Lairtes Chaves

Engenheiros e ambientalistas participaram ontem e hoje, dias 10 e 11, no Centro de Educação Ambiental Polonês, da oficina de apresentação dos estudos que embasarão o enquadramento da Bacia do Rio Anhanduí, responsável pelo abastecimento dos municípios de Campo Grande, Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul.

A bacia do Anhanduí tem 67,25% de sua área localizada no município de Campo Grande, visto que sua área urbana é a única no curso do rio. A preocupação da Semadur na realização do estudo é conhecer a realidade e a recuperação das áreas degradadas do bem que abastece a cidade.

“O município solicitou junto a Águas a consultoria, para conhecer o Rio Anhanduí por interior, já que ele recebe todos os afluentes da cidade. É um instrumento para guiar o planejamento das ações ambientais”, afirma o engenheiro Ivan Pedro Martins, da Divisão de Fiscalização de Licenciamento Ambiental da Semadur.

Segundo o estudo, apresentado pelo engenheiro sanitarista Lucas Meneguetti, a maior parte da água utilizada pelas pessoas vem da superfície, e cerca de 61% de toda a cidade já possui coleta e tratamento de esgoto, graças ao programa Sanear Morena da Prefeitura em parceria com a Águas Guariroba.

Os dados surgem considerando a pesquisa dos principais poluidores das águas na cidade, onde foram avaliadas as condições do recurso desde a formação do rio, passando pela ETE Los Angeles e nas áreas industriais, seguindo os parâmetros de qualidade da água do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), mais a análise do material orgânico na água e temperatura.

Com o conhecimento da situação atual do Anhanduí, foram estabelecidas projeções para os próximos 5, 10 e 15 anos, considerando as chances de um futuro otimista, tendencioso e pessimista, a fim de aperfeiçoar a formulação de políticas ambientais que atuem na recuperação e preservação da bacia.

“Realizar estudos e programas que preservem e garantam a água as gerações futuras, é fundamental no direcionamento da atuação da Prefeitura no desenvolvimento sustentável da nossa cidade”, diz Marcos Cristaldo, Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

Após ser apresentado à câmara técnica do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, o trabalho deve seguir para o Conselho Municipal de Meio Ambiente, para conhecimento da população.

O enquadramento do rio representa a meta de qualidade da água a ser alcançada ou mantida em determinado trecho, conforme as diretrizes da Política Nacional e a Política Estadual de Recursos Hídricos, de 1997 e 2002 respectivamente.

A ação é uma parceria entre a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o Imasul, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, a Semadur e a Águas Guariroba.

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